Vai um cafezinho?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aqui vou publicar histórias escritas por mim (durante as algumas aulas muito interessantes, sou muito atenta, pensam o quê?) para tentar compensar a minha ausência de humor, sabem é que nesta época deixa-me lamechas e assim não consigo escrever mais aventuras dos nossos amigos. (É uma desculpa muito fofinha, não acham?) Até podia dizer que é a crise mas aí toda a gente dizia que estava a fazer plágio e batiam-me.
Então para inaugurar esta nova categoria aqui vai uma mini historiazinha (ou não)…


Chegava ao fim de mais um dia de aulas, o cheiro a terra molhada, e os chapéus coloridos marcavam forte presença em toda a estação.
- Espere, espere! – Corria uma jovem com pele de algodão, suave e branca, com curtos e encaracolados cabelos cor de ouro escondidos por um gorro cor de lima. Atrapalhada corria e gritava para um autocarro “surdo”, em vão, depressa apercebia que já não ia chegar a tempo á festa da sua melhor amiga.
«É sempre a mesma coisa! Lá vou eu ter que ir a pé!» Pensava ela a olhar para os sacos que se emaranhavam nos seus pequenos dedos.
Um barulho familiar aproximava-se, era o autocarro que vinha atrasado uma hora, num gesto mecânico chamava a atrasada camioneta.
- É um euro, certo?
- Isso já foi á muitos meses atrás minha senhora!
- Minha senhora não! Até me faz parecer mais velha! – Foi com uma gargalhada que Sofia tirava pela primeira vez os olhos em cima da carteira e neste modo, deparou-se com um jovem de olhos cor de mel, grandes e luzidios, de uma pele morena.
E nesse pequeno momento sentiu um rubor na sua cara e a sua pele pálida depressa ganhava cor em tons de rosa.
Ao aperceber-se voltou a baixar a cabeça para vasculhar os trocos da sua carteira.
- São um euro e cinquenta cêntimos, por favor!

Já em casa da sua melhor amiga, Sofia não parava de pensar na vergonha de ter corado em pleno autocarro.
- Então está cá? Terra chama Sofia!
- Oh desculpa linda estava distraída.
- Isso já sabíamos nós. Mas conta lá! Não me digas que já encontraste o príncipe encantado?
- Não, não! Isso é que era bom, infelizmente ainda sou solteira e boa rapariga.
- E daqui a uma semana serás, solteira e boa rapariga com um canudo na mão! – Gargalhadas espelhavam-se e alastravam-se em redor daquela grande mesa.
- Lá estão vocês!? O que estava a pensar era que ao apanhar o autocarro, o motorista era muito giro e corei, só isso! Ah e tive que pagar com a nota de Cinco euros que estava assinada por nós!
- Oh tu devias ter guardado essa nota!
- Não querias mais nada, não?! Vinha a pé e chegava atrasada à tua festinha!
- Meninas tenham calma, sabem que um dia vão volta-la a vê-la, as notas dão muitas voltas.
E tal como as notas a conversa dava voltas em volta do mesmo tema durante a noite inteira.

Os dias iam se passando e o tempo de estudante iam se acabando, as festas, as despedidas e as ultimas lágrimas de trabalho árduo eram os pontos mais vividos e marcantes naquela semana.
O telefone toca no meio de um discurso comovido de um aluno orgulhoso acabado de se formar.
- Estou, quem fala? – Sofia escondia-se entre as cadeiras e pessoas, falando em segredo.
- Oh minha nabiça sou eu o Ricardo! Então sempre vais de viagem amanha?!
- Ainda não sei! Mas olha eu já te ligo, OK?
- Mas está tudo bem?
- Simm, eu já te ligo. Agora não posso falar!
Naquele preciso momento uma dor súbita fez apagar aquele ensejo.
Um corpo inerte ficava rodeado por dezenas de pessoas cheias de pânico e de medo. Os segundos pareciam horas e o alívio aparecia á medida que se ouvia o som da ambulância.
Sons e luzes eram guardados na memória de Sofia. “O que se passaria?” Era a pergunta mais vezes ouvida naquele auditório.
Uma sombra aproximava-se cada vez mais e a consciência naquele momento perdeu-se.

- Bom dia doutor!
- Bom dia Sofia. Já estás com melhor cara desde á meses.
- É verdade, já me habituei á ideia! Não ganho nada em deixar-me vencer pelo medo e pela revolta! Cancro agora é a minha batalha e não posso ter medo do meu inimigo. – Respondia Sofia a tentar enganar os seus próprios sentimentos, toda ela termia, era a agonia!
- Vamos lá ver os teus exames!
A ânsia corria-lhe pelas veias e a esperança aumentava á medida que via as expressões que o médico fazia ao ver os exames.
- Então doutor?! Então?!
- Sofia, esta primeira batalha já ganhaste…
As lágrimas caiam-lhe de felicidade, abraçou-se á mãe, agradecendo todo o esforço, dedicação amor e coragem.
Esperança era a palavra que melhor descrevia aquele momento.

- Mãe, já ninguém vai olhar para mim, pois não? – Sofia olhava ao espelho já sem os seus fios dourados que tanto eram gabados quando era pequena. – Não me sinto mais mulher, não me sinto bonita nem desejada. É que já nem os parvos dos homens das obras mandam piropos.
- Filha não sejas tonta – lança-lhe um olhar terno com uma voz tremida – Tu és bonita com ou sem cabelo, com ou sem mama, e quando olharem para ti, é porque te amam de verdade, lembra-te tens amigos e muita gente não tem mesmo com cabelo e com peito! Esses nunca te vão deixar, porque és bonita. É pelo nosso interior que as pessoas nos amam, o exterior é apenas um extra. Mas tu és e sempre serás o meu tesouro mais bonito. Põe-te a pensar em coisas positivas para o teu futuro. Porque é isso que mais mereces neste mundo, seres feliz e rodeada por aqueles que te ama. Os amores vão e vêm, os amigos ficam, nunca te esqueças.
- Só tu para me animares. Vamos para baixo? Estão á nossa espera!
- Ah pois estão minha vaidosa… -abandonaram o quarto com o sorriso no rosto, ansiosas pela festa. Iam celebrar a vida e o futuro
- Sofia!! – Gritavam todos com um presente na mão. Ela chorava de alegria, a sua mãe tinha razão, os amigos ficam.
A noite estava animada os risos e as gargalhadas voltavam de novo naquele jardim depois de tanto tempo, as luzes iluminavam as caras de alegria. O cheiro a comida convidava a curiosidade dos vizinhos.
- Parabéns a você nesta data querida, muitas felicidades muitos anos de vida. Hoje é dia de festa cantam as nossas almas para a menina Sofia uma salva de palmas!
- Parabéns filha. – O pai emocionado entregou-lhe um envelope, que continha uma passagem de avião.
- Pai o que é isso? Paris?!
- Sim filhota Paris, era o teu sonho não era?
- Oh pai! Eu não merecia…
- Mereces sim, isto e muito mais.

As malas estavam á porta do aeroporto, a excitação estava ao rubro, era um sonho a realizar-se, a família e amigos despediam-se igualmente entusiasmados.
Seguiram na até onde puderam, deixando-a ir com um sorriso nos seus carnudos lábios.
Finalmente sentia-se bem, orgulhosa de si mesma e isso transparecia nos seus gestos e maneiras de estar, a sua autoconfiança era agora muito elevada. Por segundos até achou-se sensual, coisa que de certo modo a surpreendeu.
Faltavam poucos minutos para a aterragem, as hospedeiras já avisavam a colocação dos cintos para uma segura aterragem, era agora a contagem decrescente.

A brisa fresca matinal batia na face delicada de Sofia enquanto o taxista atrapalhado colocava as malas, por incrível que parecesse era um emigrante português.
- Oh jovem já estamos prontos para a viagem – Dizia ele a ajeitar as calças com um palito na boca.
«É mesmo português!» Pensava ela, fazendo um esforço para não se rir.
O trânsito estava estático, via-se pessoas a andar de bicicletas com baguettes no cesto e uma boa disposição, pessoas a passear o cão e a criança com toda a elegância. O céu estava nublado um cinzento que combinava com a cor dos antigos e magníficos edifícios.
O hotel estava perto, este tinha uma vista para a torre Eiffel e para o brilhante rio Sena.
Ao entrar no hotel dirige-se á caixa multibanco, com um andar entusiasmado deixa cair a sua écharpe vermelha.

- Desculpe!! – Choca contra alguém, mas este tinha um cheiro familiar. Ela vê uma nota de Cinco euros no chão. Ao agarra-la espanta-se, era a sua assinatura e das suas amigas, era a sua antiga nota.
- Não faz mal! – Suava uma voz masculina. Sofia ao olhar para cima surpreende-se de novo. – São um euro e cinquenta se faz favor. – Sorriu o cavalheiro.
De maneira automática ela fica com um tom rosa na sua face como a primeira vez, o cavalheiro era o motorista da camioneta atrasada.
- Você sabia, que foi essa sua timidez que me conquistou?           
- Desculpe?! – Disse ela ainda incrédula.
- Não fique corada, não tem mal! Chegou hoje?
- Sim, sim e o senhor?
- Também. Eu sou o Filipe, prazer!
- Eu a Sofia… Já vi que nem em França falo francês?
- Não me diga que apanhou um taxista tuga?
- Nem mais! – Uma gargalhada soltou e quebrou todo aquele embaraço.
A partir daquele momento os olhares começaram a trocar-se com mais frequência. Sofia sentia-se mais viva do que nunca. Eram jantares, passeios, almoços, inseparáveis…
Era a última noite naquela cidade. Esta estava iluminada pela magia parisiense, o romantismo envolvia a paisagem vista de cima da torre Eiffel.

- Sofia! – Sussurrava Filipe meio embaraçado.
- Diz… - Respondia Sofia hipnotizada pela deslumbrante vista. – Isto é lindo não é?
Um silêncio instalou-se entre aquelas duas jovens almas, de repente ela sente uma mão quente no seu pescoço, num movimento quase programático as mãos entrelaçam-se, os olhares fundiram-se e os lábios se uniram.
A neve caia ao longo daquele eterno e desejado beijo.
- És linda, e quero-te junto a mim!
- E eu a ti…

Na mesma maneira que caiam os flocos de neve caiam os grãos de arroz e um longo vestido branco passava pelas arcadas da igreja cheias de esperanças de um longo e feliz futuro.

Hora do chá

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica é uma cadeira que me deixa muito ocupada! Tanto, tanto mas tanto que até deu-me para escrever uma historiazinha (que tem tudo a ver com a matéria)…

E começa assim….

"Já passavam das 19 horas, a noite começa a espalhar a sua escuridão entre cada canto da aldeia, o silêncio imperava, mas o seu reinado acabava após o som mais temível, o som da morte.
O tiro que quebrou toda a rotina daquela aldeia, começou a gerar sentimentos novos, o pânico, o medo e a curiosidade.
Paulo um jovem de 25 anos, com alma curiosa decide sair e tentar descobrir de onde vinha aquele barulho tão temido e tão excitante, era um excelente caso para publicar na sua coluna do jornal da vila.
Pegou na sua máquina fotográfica e saiu pela porta fora.
A euforia era incontrolável, mesmo sabendo que era um acto cruel, esta era a sua única oportunidade para ser o bom freelancer.
Burburinhos era o que se ouvia agora, aos poucos ia tirando informação das pessoas igualmente curiosas. O saber do povo só indicava numa direcção, a casa do senhor governador, António Vilaverde, o homem mais temido daquela região.
Paulo chega por fim ao local, um pouco depois da polícia, deparava-se com um cenário horripilante, onde o vermelho era a cor mais predominante. As expressões de horror e de nojo na cara dos agentes mostravam o quão de humanos eram. Tudo era surreal.
Dois corpos caídos no chão desmembrados e mais um outro corpo estendido agarrado a um machado.
«Quem é que é capaz de coisa tão barbara?» perguntava-se, ao mesmo tempo que a sua máquina descontrolada tirava fotografias em tal cenário, acabando por se controlar quando um agente chega perto dele.
- O senhor não pode estar aqui! – Impunha-se o agente Santos.
- Isto é para o jornal, oh Santos! Tu sabes que isto é importante para mim, dá-me essa oportunidade. Tu sabes como te posso ajudar com informação, não sabes? – Repostava Paulo dando uma cotovelada.
- Hum está bem, mas só desta vez rapazinho.
- Obrigadão, e já agora! Tens alguma ideia de quem fez isto?
- Não rapaz, nunca vi tal coisa numa carreira de 28 anos. Isto é provável que tenha sido vingança. Sabes que o António Vilaverde tinha muita gente que o odiava, mas o que não bate certo é porque é que as filhas dele foram também assassinadas.
- De facto é bizarro.
O agente afastou-se, deixando Paulo mais a vontade. Ele reparou que a lâmina daquele machado estava limpa e que os corpos tinham sido arrastados, o local do crime daquelas duas jovens não tinha sido ali, mas o governador tinha morrido ali de certeza absoluta.
A pesquisa prolongou-se por longos e penosos dias, até ao dia que a antiga caseira confessou-lhe que as filhas ultimamente estavam muito distantes e estranhas com o pai. O jovem repórter achou estranho, António Vilaverde era viúvo e aparentemente um pai muito dedicado e as miúdas adoravam-no.
A curiosidade aumentava ao longo das entrevistas, até ao dia que decidiu ir a casa do falecido governador.
A casa estava abandonada, o silêncio era quebrado á medida que subia cada degrau, parecia que os quadros o perseguiam tal como a escuridão.
A sensação que não estar sozinho dominava Paulo. Eram 18 horas e 55 minutos.
Uma porta começava a bater… Era a porta do quarto das filhas do governador. Um quarto amplo, com cores fortes tendo na esquina uma grande escrivaninha com um caderno em cima.
Era um diário e na última página dizia: “Hoje descobri que o meu pai matou a minha mãe”.
Paulo ao ler isto ficou arrepiado e do silencio ouve se uma voz.
- Tu não devias saber de nada!
Eram 19 horas e o silêncio quebrou-se mais uma vez com o som da morte."

FIM... (ou não)


P.S.: As coisas que vos ensino...  Muito lúdico deveras!

Aurélio e o seu mundo...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sim, sim, sim eu já sei que estamos em Setembro. Não vos disse nada pelo simples facto de não estar bem emocionalmente! A minha mulher encurralou-me entre a espada e a parede mais uma vez (deve ser um dos hobbies dela)! Ela ontem vira-se para mim e disse:

-Amor quando é que começas a trabalhar?

-Bem meu docinho não sei… (desvio o meu olhar para o meu pacote de gomas, era mais interessante escolher a cor da próxima goma do que ouvir aquilo).

- Tens a certeza que não sabes? – Ela de uma maneira impressionante tira me a goma da mão (eu sei que é uma crueldade, isso não se faz, mas o pior não foi isso).

Quando ia a tirar outra goma do pacote, não havia mais nenhuma, olho para ela e lá estava ela com uma cara “matreira” a brincar com a goma, olho outra vez para o pacote agora vazio, e pensei (QI de 110 diz vos alguma coisa?) «Tenho mais na dispensa»…

Lá fui eu todo lampeiro a correr para a dispensa, ao abrir a porta oiço um riso maldoso por de trás de mim.

-Não vale a pena abrires não tem aquilo que tu queres.

Olho para ela e ela continuava a brincar com a goma. As minhas pernas fraquejaram e só tive tempo de me sentar na cadeira da cozinha (não havia nem uma gotinha de sangue a correr pelas minhas veias).

- Então xuxu quando é que vais trabalhar? – Chantageia-me com a goma – Hum… tem tão bom aspecto esta gominha. Acho que vou come-la! Quando é que trabalhas mesmo?

- Ai amor eu já te disse que não sei, não faças isso… - quase cedendo á chantagem até que vejo uma revista interessante e pus-me logo a inventar para me safar – Bem amor não é justo, estares assim comigo. Sabes porquê? Porque estava a pensar tirar as novas oportunidades, no meu ponto de vista acho que seja o melhor para mim para ti e para no nosso Aurélinho que está para vir (não sei como disse aquilo, ainda não me habituei a ideia de ser pai). Daí não ir trabalhar por agora, tenho que me focar nos estudos.

- Oh meu amorzinho retorquiu – És o meu orgulho… Vamos mas é para o nosso ninho do amor.

Naquele momento senti-me de novo tranquilo, o susto tinha passado. Só faltava ter a goma na minha mão de novo. Entretanto ela vira-se para mim com um olhar doce e diz.

- Bem, amanha estou de folga, assim posso ir contigo inscrever-te nas novas oportunidades, depois de ir buscar a minha mãe, claro. Ela vai ficar cá por uns tempos!

Ao dizer-me isso o mundo cai-me de novo em cima e como não me bastasse ela come me a goma (não é justo, é no que dá ter grávidas em casa).


 

P.S. Tenho que encontrar onde estão as outras gomas (só elas é que me compreendem nestes momentos)!

Baia de Cascais

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ai vocês não sabem o que eu encontrei?! Estava eu á procura do livro de cheques do meu José Maria quando me deparo com um boletim que dizia euromilhões… Nisto olho para a televisão e vejo um sorteio a tirarem umas bolinhas, achava uma imensa piada porque todos os números das bolinhas batiam certo com os números do meu boletim! Há coisas extremamente engraçadas não acham?
Bem depois deste momento tão hilariante fui para as compras e quando dei por mim ainda tinha o boletim na mão e deitei para o lixo, aquilo não valia nada, era apenas um papelinho (com umas cores sem piadinha nenhuma).
- Querida, cheguei!
- Você por casa?
- Tenho algo para lhe contar, querida!
- Diga querido, diga!
- Estamos na falência!

Hora do chá

sábado, 4 de setembro de 2010

Olá pessoal depois de milénios passados cá estou eu! Sim, sim eu sei que há muito tempo que não tenho dito nada mas sabem eu estava de férias! Ahhhh os amores de verão, que nos deixam ocupados durante o mês inteiro, um ou mais, há quem tenha mais que um, digamos que é a época de saldos do amor! Pois é, eu tive muitos este ano, muitos mas muitos mesmo, muitos dias há espera de um! Mas posso dizer-vos que sim que tive! Aleluia… Não, não é um amor de verão, eu sou muito mais à frente, eu tive foi um desgosto de verão. Temos que ser originais ou não?
Pois é durante este tempo muita gente insistiu comigo para voltar a conduzir… Mas eu pensei, esta gente é doida, vocês estão a ver um carro, certo? Um carro tem três pedais e eu tenho o quê? Dois pés… Penso que com esta resposta sábia, respondo a tudo!

Falando em veículos… Sabem aquela coisa a que muita boa gente denomina como “terrinha”?!
Lá existem duas espécies que me irritam muito e eu como tinha muito para fazer decidi compara-los com mais duas espécies. Pois bem, falo-vos das moto quatro e das motas todo o terreno. Equiparei os condutores e os seus motociclos com as melgas e com as moscas.
E “porquê? “ perguntarão vocês. Pois bem tenho mais uma resposta sapiente para essa grande questão. Digamos que eles provocavam em mim a mesma resposta emocional, a vontade de os aniquilar! É que eles são chatos, a serio? Qualquer coisinha pumba lá estão eles, e quando eles nos acordam com aqueles roncos das motos às seis da manha? Nesse aspecto até as melgas são mais respeitadoras e fofinhas. E isso dá me uma vontade de construir um mata moscas gigante. E sabem o que é mais triste é que nunca ninguém pensou nisso… E o mais frustrante? É ter sido eu a pensar.

Aurélio e o seu mundo...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Depois de uma paragem de digestão ao ver Portugal a ir para casa mais cedo! Eis que algo surge:

-Aurélio querido, estou grávida!

- Oh meu amor parabéns! Quem é o pai?

PS: Porque é que as mulheres nunca escolhem o momento ideal para dizer que vamos ser pais? É que um homem não sabe como se virar!?

Baia de Cascais

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Estou arrasadíssima, cheguei agorinha da fabulosa cidade de Évora.

Nem sinto os meus queridos pés de tanto andar (sabem que da garagem ao quarto, com o meu pituchas ao colo, cansa imenso, imenso) que maçada.

Ai, aquela cidade com imensidão de coisas tão graciosas, com igrejas medievais arrasadoras, e gente tão simpática deixou me extremamente preocupadíssima.

Fui ao templo de Diana que toda a gente dizia para ir. Quando lá chego, qual é o meu espanto? Não tinha paredes!? Acreditam nisto? Fizeram me publicidade enganosa. E eu toda entusiasmadíssima á espera de ver um grande templo com uma fantástica decoração! Achei inadmissível que os arquitectos não tenham acabado o projecto da casa da Diana (é horrendo saber que bastou a jovem rapariga falecer, para interromperem as obras deveriam ter continuado ao menos em homenagem a ela).

Não compreendo porque é que os turistas ao passar por lá ficavam tão admirados. E ainda por cima tiravam fotografias (não têm nenhuma perspectiva de decoração, o que é uma pena).

Ao olhar para o templo mais uma vez revelo o meu profundo desconsolo, nisto deixo de ouvir o meu José Maria. Depois de imensos minutos á procura dele encontro-o a falar com umas jovens com umas t-shirts a dizer “fisioterapia” nas costas (pergunto-me porque raio elas estavam a fazer publicidade as consultas de fisioterapia, uma vez que elas não pareciam precisar de tal coisa, elas até se movimentavam bem). Ganhei coragem e fui ter com ele e ao chegar lá estava o meu José Maria a dar o seu número de telemóvel (só mostra como é tão bondoso, até deu o numero ás jovens para aconselha-las sobre Fisioterapia, ele conhece imensas fisioterapeutas).

Depois de fazer um longo passeio, acabei por voltar ao hotel.

Decidi fazer um zapping na televisão enquanto o meu José, tinha saído com a empregada do quarto mais uma vez, para lhe dar instruções. (ele é tão prestável, quer sempre o melhor para toda a gente, Évora fez lhe muito bem). Vi uma reportagem sobre o senhor que tinha visto no elevador. Aquele que era muito “bono”. E por incrível que pareça, o seu nome também é Bono (que coincidência).

Então não é que ele foi operado de urgência á coluna?

Até tenho o meu coração aflito, sabendo que possivelmente foi por se ter abaixado para apanhar o meu pituxinhas.

Tenho imensa pena por este homem. Ah mas terá sido por ele que os fotógrafos estavam á procura?

Ah meu Deus, que horror, que tragédia… Engordei imenso, não deveria ter comido tantas migas!

Hora do chá

domingo, 9 de maio de 2010

Wii um post, um post! Não, não é um post (acho que acabei por destruir o sonho de muitos apreciadores deste grande blog, que crueldade), isto é um pedido de desculpas por ultimamente não ter escrito nada! Muitos de vocês não sabem mas eu tinha como objectivo tentar fazer sorrir todos que por aqui passassem (tentei armar-me em miss universo, vá). Mas ultimamente não tenho tido tempo nem ideias. “Grande desculpa” pensam vocês, sim é, podia ser pior, podia dizer que tinha caído das escadas da minha grande vivenda do Dubai e partir todos os ossinhos das mãos e não puder escrever mais (pensando bem até podia resultar) …
Mas muitos de vocês devem pensar “se podia viver sem os desabafos de um doido podia, mas não era a mesma coisa” eu sei, eu sei que não era (até choro de tanta emoção)!

Tento sempre encontrar algo engraçado para vos contar… mas não consigo, nem as minhas piadas secas resultam (secaram mesmo coitadinhas) … Não sei o que se passa comigo, por mais que tente não consigo sorrir como antes, e por vezes acaba por acontecer o oposto (lá estão vocês com aquelas ideias, “oh pá isso é do TPM”). Sei que com o tempo isto vai passar, e quando passar, os nossos dois amigos (Aurélio, Tiazinha) voltarão em força!

Espero a vossa compreensão! Lanço-vos uma perguntinha inocente! Quem é que acredita em milagres?

Quem respondeu que sim acredita que o Braga vai ganhar, quem respondeu que não, lá vai o SLB receber a taça!

Ps : Quem é que vai ver o nosso grande amigo Ratzinger? Sabiam que ele acredita no Braga?

Aurélio e o seu mundo...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Adoro essas tuas curvas,

Não importa se doces se ácidas,
Só sei que te quero só para mim,

És um autêntico pecado.

Não te quero partilhar nem por um pedaço,
Hummm esse teu cheiro

Uma mistura de morango com melão
És a minha única perdição.

- Ai amor que querido!

- Não sejas convencida querida, o poema não era para ti!

- Ai não? Então? Quem é a outra?

- Era para as gomas

Hora do chá

sábado, 23 de janeiro de 2010

Isto de ver filmes em 3D deixou me tonta, não sei o que aconteceu mas algo pairava no ar…

Olhava para um lado estava um casal muito “entusiasmado”, viro para o outro, mais um outro casal entusiasmado (admiram-se que tenha tonturas a partir de hoje admiro o pessoal que vai ver os jogos de ténis isto deixa qualquer pessoa atordoada de tanto olhar de um lado para o outro, dá cá uma dor de cabeça) … Eu sei que é romântico dar um beijinho ou outro no cinema, mas já é um pouco chato estarem se a comer no cinema (é que já nem ligavam ás pipocas ao menos podiam partilhar as pipocas aqui comigo). Não sei se sabem mas há carros, e talvez casas, variem um pouco (mas deixem as pipocas comigo que elas ficam bem)!

A meio do pleno filme há conversas bastante interessantes entre os casais do género:

-Tenho que cortar o cabelo, não achas? - e a resposta do outro elemento do casal era:

-Chloooooop.

Entenda-se, beber com palhinha a Coca-Cola. Parece-me essencial essa boa comunicação nos casais! Mas as línguas deles estavam em sintonia, pelo menos não saíam uma do pé da outra.

Mas aquele clima não afectava só os casais, também afectava uma certa camada jovem que lá marcavam presença, eles riam-se que nem macaquinhos perdidos na selva, devia ser influencia do filme, tadinhos eles pensavam que estavam no filme com aqueles óculos assombrosos (sentiam-se em casa)… Aqueles óculos fizeram me ter uma visão do futuro, tinha previsto que eles iam ser levados pelos seguranças e não é que acertei em quase tudo… Só não previ que guinchavam como porquinhos quando estavam a ser levados… Afinal não eram macaquinhos mas sim javalis selvagens no meio da floresta!

Baia de Cascais

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ai ai… Nem parece mas já estamos em 2010, como o tempo passa. Estes dias foram fantásticos, tive em vários países! Fui para um hotel chiquíssimo em LA era maravilhoso... Mas isso não tem nada a ver com o que venho aqui contar! Aconteceu me uma coisa insólita...

Sim insólita não tão bem a ver! Durante o meu roteiro de viagens que como sabem era abrangente, fiquei hospedada num outro hotel não menos espectacular do que o de LA! Estava a acabar de fazer o check-in quando o meu José Maria se retirou (não sei para onde, mas estava todo sorridente para a empregadeca de lá, devia ser para mostrar a imensidão do hotel) … Depois de tudo estar prontinho segui para o elevador!

Ao entrar no elevador segue-se um homem muito charmoso, discretamente olho para o senhor (como delicada que sou) e por azar o meu pituchas saltou que nem um desgovernado da vida para o chão (foi uma verdadeira vergonha, que horror)!
Nisto o senhor agacha-se (naquele momento respirei um aroma doce que fez bater o meu coração a uma velocidade estrondosa) e começa a fazer festinhas no meu pituchas, e olha para mim!

- Hi!

Faz um sorriso maroto, e eu decida usar o meu esplêndido inglês disse:

- Hola!

Começa a rir (sinceramente não percebi a piada, mas para não parecer uma falta de educação ri me também) pega no meu pitucha e entrega me ao mesmo tempo o elevador começa a abrandar!

- I'm Bono actually...

- Si, es mui bono…Como te llamas?

As portas abriram se e de repente encheu se tudo de fotógrafos, tive que fugir dali porque ainda sujavam o meu vestido novo…


Depois no final meto-me a pensar: Em primeiro lugar, que lingua estranha era aquela que ele falava! Em segundo lugar, porque carga de água havia tantos fotógrafos ali, aposto que era um artistazinho que ninguém conhece!