Baia de Cascais

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Estou arrasadíssima, cheguei agorinha da fabulosa cidade de Évora.

Nem sinto os meus queridos pés de tanto andar (sabem que da garagem ao quarto, com o meu pituchas ao colo, cansa imenso, imenso) que maçada.

Ai, aquela cidade com imensidão de coisas tão graciosas, com igrejas medievais arrasadoras, e gente tão simpática deixou me extremamente preocupadíssima.

Fui ao templo de Diana que toda a gente dizia para ir. Quando lá chego, qual é o meu espanto? Não tinha paredes!? Acreditam nisto? Fizeram me publicidade enganosa. E eu toda entusiasmadíssima á espera de ver um grande templo com uma fantástica decoração! Achei inadmissível que os arquitectos não tenham acabado o projecto da casa da Diana (é horrendo saber que bastou a jovem rapariga falecer, para interromperem as obras deveriam ter continuado ao menos em homenagem a ela).

Não compreendo porque é que os turistas ao passar por lá ficavam tão admirados. E ainda por cima tiravam fotografias (não têm nenhuma perspectiva de decoração, o que é uma pena).

Ao olhar para o templo mais uma vez revelo o meu profundo desconsolo, nisto deixo de ouvir o meu José Maria. Depois de imensos minutos á procura dele encontro-o a falar com umas jovens com umas t-shirts a dizer “fisioterapia” nas costas (pergunto-me porque raio elas estavam a fazer publicidade as consultas de fisioterapia, uma vez que elas não pareciam precisar de tal coisa, elas até se movimentavam bem). Ganhei coragem e fui ter com ele e ao chegar lá estava o meu José Maria a dar o seu número de telemóvel (só mostra como é tão bondoso, até deu o numero ás jovens para aconselha-las sobre Fisioterapia, ele conhece imensas fisioterapeutas).

Depois de fazer um longo passeio, acabei por voltar ao hotel.

Decidi fazer um zapping na televisão enquanto o meu José, tinha saído com a empregada do quarto mais uma vez, para lhe dar instruções. (ele é tão prestável, quer sempre o melhor para toda a gente, Évora fez lhe muito bem). Vi uma reportagem sobre o senhor que tinha visto no elevador. Aquele que era muito “bono”. E por incrível que pareça, o seu nome também é Bono (que coincidência).

Então não é que ele foi operado de urgência á coluna?

Até tenho o meu coração aflito, sabendo que possivelmente foi por se ter abaixado para apanhar o meu pituxinhas.

Tenho imensa pena por este homem. Ah mas terá sido por ele que os fotógrafos estavam á procura?

Ah meu Deus, que horror, que tragédia… Engordei imenso, não deveria ter comido tantas migas!