Vai um cafezinho?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Estamos em mais um dia rumo à linda e maravilhosa Primavera e com isto há mais uma história para vocês. Neste momento devem estar a pensar “Mas esta gaja não liga nenhuma às aulas? Ou são mesmo muito interessantes ou então ela é mesmo uma nabiça?!” pois bem enganem-se, parte dela até foi feita em casa! Isto não é nenhum discurso do rei nem de uma donzela, mas sim uma história que vai ser dividida em vários capítulos! Espero que gostem e que comentem muito, sim sim sim, comentar, eu sei que custa muito pôr os dedinhos a funcionar, eles também se cansam e também têm sentimentos, mas só assim é posso melhorar! Dito isto apreciem o momento com o capitulo  1….

Douro
Enormes montanhas abraçavam-se à volta de um rio resplandecente de um verde que era reflectido pela bela flora ao seu redor. Pássaros sobrevoavam o rio á procura de uma orientação. Era uma paisagem natural, vestida de grandes quintas de vinho, orgulhosa de ser reconhecida. Era o Douro, o rio mais vaidoso.
Setembro chegava e consigo as colheitas começavam, as grandes quintas enchiam-se de gente que tirava das videiras o seu ouro, o seu vinho.

Os últimos raios de sol quente de Setembro batiam nas costas largas de um corpo elegante, de músculos definidos pelo árduo trabalho que a vida impôs a Alexandre. Já estava a trabalhar há mais de oito horas sem uma devida e justa pausa. Cartar uvas não era uma tarefa nada delicada, mas este fazia-o com gosto.

- Alex, ajuda-me aqui! – Gritava uma voz estridente cheia de sotaque transmontano. Era a sua prima com um ar atrapalhado.

- O que foi agora Francisca?

- Está ali na estrada uma pessoa que quer mudar um pneu e não consegue, e tu como percebes disso… - encolhia os ombros com ar de culpada.

- Hum está bem, assim aproveito e faço uma pausa. – Lançou-lhe um sorriso de miúdo traquina.

Ao atravessar a quinta apercebeu-se de uma jovem elegante, de um curto vestido que lhe salientavam as suas curvas e as suas longas pernas de cor pálida.
«Ui, parece que já ganhei o dia!» Pensava ele esfregando as mãos todo galante.
Alexandre era conhecido por todo o conselho por ser um mulherengo, não havia mulher alguma que lhe resistisse. Tentador era assim que as mulheres o viam.

- Muito bom dia. Em que posso ajudá-la?

- Oh graças a Deus, é bom ver alguém que seja prestável aqui. Será que me podia ajudar a trocar o pneu?
- Claro minha senhora. – Respondeu com um ar muito viril, uma atitude muito própria dele.

A sua experiência fez com que trocasse o pneu em cinco minutos. 

- Já está? – Perguntava incrédula.

- Sim minha senhora. – Respondia limpando as mãos às calças – A senhora o que faz por aqui?

- Bem vim visitar o meu noivo e os seus familiares. – Respondeu de maneira seca, parecia que ela sabia as intenções dele.

- Tão nova e já noiva?! Muito bem os meus parabéns. – Olhou-a de maneira desafiante acompanhado de um sorriso astuto.

- Muito obrigado por tudo mas acho que vou indo. – Tentava fugir a aquele olhar. Mas mal virava as costas uma voz grave cantou-lhe ao ouvido.

- Para onde vai minha senhora, olhe que sou desta zona e posso ajudá-la ao dar-lhe orientações?! – Alex arriscou.

- Aí sim? Eu vou para Bragança, mas na verdade não sei onde ficar alojada, já está a ficar tarde e não gosto de conduzir á noite.

- Sei de um sítio muito bom para ficar se quiser, é só esperar dois minutos, que eu vou encaminhá-la até lá!

- Fazia-me mais esse favor? É que estava preparar uma surpresa ao meu noivo. – O seu rosto ganhou cor em tons de rosa.

Alexandre sentiu-se triunfante depois de uma reacção daquelas, olhou-a e viu como ela era bonita. Com entusiasmo foi avisar as pessoas que se ia ausentar.
Já estavam cada um em seu carro, a bela paisagem imperava com os tons dourados, o sol depressa se punha. Era difícil para Patrícia concentrar-se no meio daquela paisagem, aquele lugar era mágico, a natureza mostrava-lhe como era generosa e maternal.
A viagem fez-se em uma hora que mais parecia um minuto, todo aquele cenário hipnotizava-a. Os carros pararam junto a uma enorme e antiga casa brasonada que agora era um lindo hotel rural.

- A senhora gosta? É um bom sítio para ficar. Vamos entrar?

- Vamos e como agradecimento, convido-o para um chá!

- Um chá a esta hora? Oh minha senhora pelo menos ofereça um copo de vinho do porto!

Continua...

9 Comentários:

Anónimo disse...

Quero o resto!!

Fred disse...

Mais...quero mais quero mais quero mais! Quero muito mais!!!

Anónimo disse...

gosto

Unknown disse...

ola Aninhas!!!

gostamos sempre das tuas histórias, continua...
queremos sempre mais...
ah e já agora quando é a próxima história, já estou em pulgas.

beijinhos

Anónimo disse...

está muito bom...mas, desafio-te a fazeres melhor...Keep it up.

Bruno disse...

mais uma vez uma historia muito que nos deixa agarrados... continua... isto é uma historia que nos faz usar a imaginação...

Anónimo disse...

tá muito fixe =) espero que continues a publicar o resto da história o mais rapidamente possível!!

Starstruck disse...

Uau! Adorei este capítulo ;)



Ass: DanielaB.

Catia Sousa disse...

Uuuh! Estas histórias, estas histórias..
Uma question..
Vai haver bolinha vermelha?
Cheira-me que sim..

Está muito bom! Até poderei dizer que melhor que as minhas historias com personagens do Harry Potter =$ LOL
Adoreii
E VIVA AO NORTE, pa!

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