Vai um cafezinho?

terça-feira, 15 de março de 2011

Douro Capitulo 7 
Era Maio, a paisagem estava diferente, os cheiros eram mais fortes, o vento fresco que por ali passava acarinhava de forma delicada as plantas que agora mostravam o seu esplendor. As cores misturavam-se entre o verde, o roxo, o branco e o amarelo, tudo aquilo era deslumbrante. O rio sorria com um brilho incandescente, as suas águas corriam de forma abundante, orgulhando-se de trazer vida e tamanha beleza. As borboletas voavam no céu azul, as aves migratórias faziam se ouvir, era a euforia da primavera! Todos que por ali passavam paravam para contemplar todo aquele cenário.

O hotel rural estava agora cheio de residentes, maioritariamente de estrangeiros vindos da Inglaterra. Tudo estava muito animado, cheio de movimento e de trabalho, era como se fosse a época alta. Os casais apaixonados que por rústicos corredores passavam mostravam como felizes estavam, o espírito primaveril espalhava-se ao longo daquela casa brasonada. As crianças aventureiras já experimentavam a piscina sempre num rebuliço de sensações e emoções enquanto os pais experimentavam o bom vinho português na adega que continha enormes pipas de 3 metros de altura, denominados na região como tonéis, que surpreendiam os visitantes pela sua enorme estrutura e capacidade de conservação de um excelente vinho.

- Chefinho como correu a reunião com os fornecedores?

- Correu bem Maria, correu bem! – Sorria todo convencido.

- Olhe que tenho umas cartinhas para si e uma delas é da Senhora Patrícia. – Maria fazia um riso malicioso e provocativo.

- Dê-me cá Sra. Maria Bastos. – Esticava os braços com entusiasmo como se fosse uma criancinha a receber uma prenda de natal.

- Não sei se dou chefinho. – Ria-se. – Ah é verdade tem aqui outra carta mas sem remetente. – Disse já com um ar sério entregando-lhe as cartas.

- Hum curioso, bem vou vê-las no escritório, qualquer coisa liga-me.

Em seu escritório rasgava o envelope com alguma curiosidade, ao abrir a folha A4 deparou-se com uma só linha escrita a computador.

“Não me esqueci de si. Preparasse!”

Ao ler isto sentiu um aperto no peito, já tinha passado sete meses desde aquele pesadelo. Teria isto um fim? Ligou ao detective Barros, senhor de 56 anos antigo inspector da PJ conhecido pela sua competência sendo este o motivo para o contratar á 3 meses, tinha que pô-lo ao corrente da novidade.

- Senhor Barros é o Alexandre Magalhães tenho uma novidade para si!

- Bom tarde Alexandre, e eu tenho imensas informações que por ventura são bastante interessantes. O que lhe parece encontrarmo-nos na porta do Sol do Castelo de Bragança às 19 horas?

- Parece-me bem, então lá estarei.

Continua...

6 Comentários:

Anónimo disse...

aumenta o tamanho dos capítulos ahah :D

sempre a criar aquele suspense!

Abstraction disse...

MUHAHAHAHAHAHAHAH !

UI que vai ser desta que ele vai ser raptado!!!! lolol quero mais vá!!! XD

V.S disse...

Gosto muito das tuas historias minha querida, continua neste ritmo.
Muitos pupici para nossa escritora...:)

"Îmi place mult de tine"

Anónimo disse...

Gostei muito!! :D

Catia Sousa disse...

Porreiro, apesar de ter acabado cedo demais..
Ainda vou ter um mini-avc a' pala disto =P

Deveras interessante.. Beijinhos*
E parabéns

Starstruck disse...

Muito bom :)
Tens mt jeito p/a escrita Ana, continua!

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